sábado, 10 de março de 2012

Lua...




Foi só olhar pra cima pra perceber. Ela estava lá, envolta em seus fios negros, radiante. Serena, como se fizesse vista grossa para as coisas que julgava serem ruins. Às vezes parecia gélida, mas era tão transparente como um rio congelado que fora exposto ao inverno rigoroso, não conseguiam perceber que era mais frágil do que se dizia ser, que podia ser mais, mas rendeu-se aos encantos do que era estável. Havia sido marcada para sempre, embora jamais deixasse que soubessem seus reais motivos, no fundo era só aquela garota simples que sempre fora, a garotinha que se escondia em seu cobertor quando o trovão do medo a atormentava. Já havia sentido o sabor da traição, mesmo deixando à mostra que se superava a cada segundo que passava. Escolheu então prosseguir quieta, apenas sendo a observadora, sabendo de tudo, mas nunca mexendo em nada, nunca transformando nada. Rebelou-se contra o coração, o fechando para sempre, para que não machucassem ele com bobagens cotidianas, já havia passado daquela fase. Foi ai que despertou, me olhou nos olhos com aquele brilho que eu sabia pertencer a ingenuidade das mais profundas filosofias, sabia que não era o que as pessoas diziam, e sabia o que era viver.

A menina Lua olhou pro alto e disse olá quando viu o sol surgir, esticou-se para tocá-lo e foi dormir, já estava na hora de descansar.

By: Theus




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