Ai ai ai é tanta coisa que a gente têm que suportar pra não criar mais intrigas néh?! Vocês acreditam que mais uma vez meus pais me tiraram do sério por nada? Ok, eu não sou nenhum santo, sei que as vezes eu extrapolo, as vezes. Mas isso não vêm ao caso agora, como prometido, eu vou relatar as coisas que eu vivenciei, ou que eu queria ter vivenciado, com ou sem as melhores pessoas do mundo - meus amigos. Vamos começar com a minha ida a uma escola fantááááástica com a Q, uma das minhas melhores amigas. A Q vai iniciar um curso de espanhol em uma escola que eu particularmente achei incrível, estou até pensando em mudar pra lá de vez. O lugar parece ter saído de uma história fantástica com coisas sobrenaturais sabe, ela tem uma escuridão que não dá medo, só deixa o lugar mais interessante. Antes que alguém pergunte, eu não sou um gótico obscecado por trevas e cemitérios, acho isso até medonho e bizarro. Mas tá, foco na história. Lá é enorme demais, sim demais, com direito a vários prédios e salas. Como eu disse, o lugar é o máximo só não posso falar das pessoas que estudam lá porque eu só visitei nas férias do pessoal ( sofre). Mas então, vamos contar como chegamos lá.
Eu e a Q estávamos na nossa atual escola, fomos para o conselho de classe, o que me deprimiu demais porque, apesar de eu saber que desandei, tive uma mega notícia péssima com relações as minhas notas, sim eu sou um nerd que preza as notas, mas isso não importa agora. Como eu disse nos encontramos lá e após o conselho fomos pegar um ônibus para ir para essa tal escola fantástica. Eu podia jurar que a minha amiga sabia o que fazer e aonde ir, mas ela é como eu que se desliga legal e as vezes esquece o que se é pra fazer.( espero que ela não fique brava com isso) Pegamos então o ônibus que ela havia dito a uns dias atrás, como nos falamos todo dia comentamos sobre isso. Eu sabia que era pra eu ter pego um mapa, mas eu achei que ela sabia como chegar. Quando perguntei pra cobradora sobre o endereço ela me disse que o ônibus passava bem distante de lá, e nos deu um ponto próximo. Ao saber disso a Q me olhou e deu um sorrisinho de " Ah legal, Ferrou!", mas não me deixei abater, afinal era só voltar pelo mesmo caminho caso nos perdessemos mais. Então descemo aonde a cobradora simpática disse, e saimos em disparada pra perguntar se alguém sabia como chegar, mas todos olhavam com uma expressão estranha e sempre diziam que não. Eu e a Q já estávamos rindo da nossa situação bizarra. Subimos e descemos a mesma rua, eu já me sentia uma barata tonta e a Q ficava falando que era a primeira vez que ela se perdia sem a mãe dela e foi engraçado porque isso era positivo segundo ela. Vai entender essa mente adolescente de hoje néh. Foi então que me veio a idéia de ligar pra central de informação das linhas de ônibus pra pegar informações sobre como sair dali e ir pro local certo, seguimos com o procedimento padrão de lá e quando percebi eu estava girando no mesmo lugar pra poder pegar os nomes das ruas e os números que eu conseguia enxergar, mesmo com o óculos eu me sinto um dislexico, porque eu sempre me atrapalho com placas. A moça que me atendeu não aguentou e começou a falar com uma voz estranha, como se ela quisesse rir e não podia, automáticamente eu comecei a rir também e ficamos nessa até ela me informar o que eu deveria fazer e pra onde ir. Depois disso procurei o ponto mais próximo em que o ônibus passasse, por irônia do destino e minha falta de sorte, passaram dois ônibus seguidos pro lugar que eu e a Q deveríamos ir, um senhor no ponto foi simpático e nos deu a triste notícia de que poderia demorar pois haviam passados dois seguidos. Olhei pra Q como se pedisse desculpas, mas ela só riu e isso me deixou mais calmo, apesar de tudo ela sabe como eu sou com relação a coisas que dão errado e sempre me ajuda a superar as coisas, acho que isso é o que mais amo nela. Depois de esperar e conversar sobre tudo, o ônibus veio e nós conseguimos enfim chegar lá na escola, claro que, demoramos muito por conta desses atrasos mas foi divertido, pelo menos pra mim. Depois de chegar, perguntar, sair, pegar outro ônibus e enfim saber onde estávamos, a Q foi pra casa dela e eu pra minha, moramos em lugares próximos mas pegamos caminhos diferentes. Esse foi um dia que vai ficar sempre na minha memória, porque se não fosse aquele momento "LOST" eu não iria estar bem, as más notícias me consomem demais, não era pra acontecer, mas não é algo que eu possa controlar. Voltei pra casa, cheguei vivo, mesmo depois de um ciclope gigante com punhos de fogo atrapalhar o trânsito e virar os carros de ponta cabeça com relâmpagos vindos do seu uníco olho. Tô brincando, mas bem que poderia mesmo ter acontecido né, ia deixar a vida mais interessante. Apesar de acreditar em várias coisas, sei que monstros assim são impossíveis, nossa pareci uma criança falando agora. Mas enfim, vou recolher mais memórias no meu armário memoral e transmitir a vocês mais tarde. Esse foi um jeito de começar, não o melhor, mas um.Cuidem-se criaturas.

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